A gente fala de amor como se soubesse o que isso significa. Ninguém sabe, meu bem. Amor é meio como a incógnita daquela equação de vestibular que a gente até sabe qual é, mas não consegue produzir o raciocínio correto para achá-la. Amor é meio que adulto que ainda acredita em Papai Noel e recebe presentes todos os anos de alguém que não se sabe quem. Amor é meio que recortar corações de papéis vermelhos e prender na capa do caderno sem ter um nome escrito dentro deles. Amor é meio mistério, meio certeza, meio “eu-não-sei-o-que-estou-fazendo”, meio “vai-ser-você-pra-sempre”. Amor é amor único, amor que se repete, amor que já foi embora e depois voltou, amor que se perdeu de vista e disse Adeus. Amor é tanta coisa e eu nunca consegui entender tanta coisa de uma só vez.

Daniel Bovolento. (via delator)

Eu bem que podia ter tentado te impressionar. Dizer que sou uma pessoa bem agradável, amorosa, gentil, bonita e fina. Também podia te contar todas as coisas legais e incríveis que faço diariamente. Podia, mas não fiz. Eu sou essa mesmo: sem máscara, sem arma, sem retoque, sem nada. Tenho incontáveis defeitos, mas me ofereço inteira: com minhas partes estragadas e boas. Se quiser vem logo pra cá.

Clarissa Corrêa  (via abreviadas)

Estou bem, só que não tenho apetite. Meus nervos costumam me dominar, especialmente aos domingos; é quando me sinto péssima. A atmosfera é sufocante e pesada como chumbo. Lá fora não se ouve um pássaro, e um silêncio mortal e opressivo paira sobre a casa e se gruda em mim, como se fosse me arrastar para as regiões mais profundas dos abismos subterrâneos. Em tempos assim, papai, mamãe e Margot não têm a menor importância para mim. Ando de cômodo em cômodo, subo e desço escadas e me sinto um pássaro de asas cortadas, que fica se atirando contra as barras da gaiola. “Me deixem sair para onde existem ar puro e risos!”, grita uma voz dentro de mim. Nem mesmo me incomodo mais em responder, só fico deitada no divã. O sono faz o silêncio e o medo terrível irem embora mais depressa, ajuda a passar o tempo, já que é impossível matá-lo.

O Diário de Anne Frank.    (via segredou)

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.

Clarice Lispector.     (via autorias)

Na verdade você não pode mudar por ninguém, afinal: quem gosta de você, não te modifica, te completa.

milaahb.  (via on-repairs)

Alguns nunca
enlouquecem. Que
vida de merda eles
devem levar.

Charles Bukowski. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

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